69% das PMEs preferem cuidar do cliente atual a caçar cliente novo
Redação Visualiza Aí
23 de out. de 2026 · 3 min de leitura
Em 30 segundos
- 01.O estudo Dreamonomics, da Mastercard, ouviu 6.615 decisores de PMEs em 18 mercados, incluindo o Brasil.
- 02.76% dos donos de PMEs brasileiras preferem estabilidade a crescimento acelerado.
- 03.69% preferem aprofundar a relação com clientes atuais a buscar novos.

Spoiler: o pequeno empresário brasileiro não está sonhando em virar unicórnio. Está sonhando em dormir tranquilo.
Essa é a leitura que dá para tirar do primeiro estudo Dreamonomics, da Mastercard, noticiado nesta quinta (22) pelo Meio & Mensagem. A pesquisa ouviu 6.615 tomadores de decisão de pequenas e médias empresas em 18 mercados, Brasil incluído.
Estabilidade antes de crescimento a qualquer custo
O dado que mais chama atenção: 76% dos donos de PMEs brasileiras priorizam estabilidade e previsibilidade em vez de expansão acelerada. Na média global, são 68%.
Faz sentido, né? Quem já teve um mês bom seguido de dois ruins sabe que previsibilidade vale ouro. Conta paga em dia é melhor do que meta "agressiva" no slide.
O cliente da casa vale mais
O segundo número é ainda mais interessante para quem faz marketing: 69% preferem aprofundar o relacionamento com quem já é cliente do que sair caçando gente nova. No mundo, a média é 61%.
Tradução: o empresário brasileiro sacou que cliente fiel é um dos ativos mais valiosos que existem. Ele volta, indica, avalia no Google e defende a marca no grupo do condomínio.
Segurança também entrou na lista
O estudo mostra ainda que 77% das PMEs brasileiras consideram cibersegurança uma prioridade. Com golpe no WhatsApp e perfil falso de loja por aí, dá para entender.
O contexto: pequeno negócio é gigante
A reportagem lembra que, segundo dados do Sebrae, o Brasil tem mais de 24 milhões de pequenos negócios ativos, cerca de 96% das empresas do país, responsáveis por 26,5% do PIB.
Não por acaso, a própria Mastercard está mirando esse público. A CMO Taciana Lopes disse ao Meio & Mensagem que os pagamentos entre empresas são a "grande avenida de crescimento" da marca. A empresa também lançou a campanha global Dreams, adaptada no Brasil pela WMcCann, com quatro pequenos negócios reais de São Paulo e Salvador.
Tá, e o marketing com isso?
Muita coisa. Se a prioridade é previsibilidade e o foco é o cliente atual, o marketing do pequeno negócio precisa trabalhar dos dois lados do balcão.
Do lado de quem já compra:
- WhatsApp organizado, com resposta rápida e lista de clientes segmentada;
- Pós-venda de verdade: aquela mensagem de "e aí, deu tudo certo?" que quase ninguém manda;
- Avaliações no Google: cliente satisfeito escreve elogio, desde que alguém peça;
- Redes sociais com conteúdo útil, não só promoção.
Do lado da previsibilidade:
- Campanhas sempre ativas, mesmo com orçamento enxuto, em vez do "liga e desliga" conforme o aperto do mês;
- Acompanhar os números todo mês para saber o que traz retorno e o que é só barulho.
O pulo do gato
Fidelizar não é o oposto de atrair. Quem chega pelo anúncio no Google precisa encontrar um perfil caprichado, ser bem atendido e ganhar um motivo para voltar. Aí sim o investimento em aquisição vira cliente recorrente, e o caixa fica mais previsível.
Sonhar grande é ótimo. Mas, pelo jeito, o sonho do empresário brasileiro é ter clientes que voltam. E esse dá para construir.
E o que isso muda pro seu negócio?
Se o seu foco é estabilidade, o marketing precisa cuidar da base de clientes tanto quanto atrair gente nova. Isso passa por Perfil da Empresa com avaliações respondidas, WhatsApp bem usado, redes com conteúdo constante e campanhas que não param a cada mês. A Visualiza monta essa rotina na assessoria contínua ou num projeto pontual para organizar o seu pós-venda digital.
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