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6 em cada 10 adolescentes já compram online. Sua marca fala com eles?

Redação Visualiza Aí

27 de out. de 2026 · 3 min de leitura

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Em 30 segundos

  • 01.Seis em cada dez adolescentes brasileiros de 13 a 18 anos já compram pela internet, diz a Kidscorp.
  • 02.O YouTube domina: 82% acessam num dia comum e é lá que eles mais lembram de anúncios.
  • 03.A recomendação é participar da cultura jovem com autenticidade, e não interromper.
6 em cada 10 adolescentes já compram online. Sua marca fala com eles?

Se você ainda acha que adolescente só influencia a compra dos pais, tá na hora de atualizar o software.

Um levantamento da Kidscorp, empresa de mídia focada no público infantil e adolescente, mostra que seis em cada dez adolescentes brasileiros de 13 a 18 anos já compram pela internet. Os dados foram publicados pelo Meio & Mensagem nesta segunda (26), de olho na Black Friday.

De influenciador a cliente

Segundo Roberta Sirota, country manager da Kidscorp no Brasil, o mercado passou a enxergar esse público como consumidor com autonomia financeira. Ou seja: ele não só pede, ele paga.

E paga com cartão. O cartão de débito é citado por 42% como forma de pagamento, à frente do dinheiro vivo, com 31%.

Onde eles estão

Spoiler: no YouTube. 82% dos entrevistados acessam a plataforma num dia comum. Os conteúdos favoritos são humor (49,2%), música (46,1%) e educativos (39,3%).

E quando o assunto é publicidade, deu YouTube de novo: quase seis em cada dez adolescentes que lembraram do seu anúncio favorito na internet o viram por lá.

Games também são vitrine

Entre os adolescentes que jogam, 54% fazem compras dentro de jogos ou aplicativos, e 53% jogam principalmente no celular. Roblox (48,2%) e Minecraft (45,8%) lideram a preferência.

Esses números vêm de outro estudo da empresa, o Kids & Teens Tracking, feito com 305 adolescentes brasileiros que jogam.

Detalhe que chama atenção: 83% dizem viver suas experiências de marca mais marcantes em plataformas imersivas.

Os 3 conselhos da Kidscorp pras marcas

  1. Participar em vez de interromper. Entrar na cultura dos jovens com a ajuda de criadores de conteúdo e comunidades.
  2. Ser autêntico, pensando no celular. E nada de imitar gíria sem entender o contexto (todo mundo já viu marca passando vergonha assim).
  3. Tratar compliance como diferencial, num cenário de consolidação do ECA Digital.

Sirota também defende depender menos de rastreamento de comportamento e apostar em anúncios contextuais, em ambientes seguros.

E o meu negócio com isso?

Se você vende cosméticos, roupas, acessórios, lanches, produtos pet ou qualquer coisa que um adolescente compra (ou convence a família a comprar), esse público já está no seu funil. Talvez sem você perceber.

Isso não significa sair mirando anúncio em menor de idade. Significa estar onde a conversa acontece, com conteúdo que faça sentido pra esse público e respeitando as regras.

E tem mais: o adolescente de hoje é o cliente adulto de daqui a pouco. A marca que ele conhece agora entra na lista dele depois.

Na prática

  • Vídeo é prioridade: YouTube e formatos curtos no celular vêm antes de qualquer banner;
  • Humor e conteúdo útil funcionam melhor que propaganda engessada;
  • Parceria com criadores locais pode render mais que anúncio genérico;
  • Facilite o pagamento online, porque o cartão já está na mão deles.

Não precisa virar marca de TikTok da noite pro dia. Mas precisa parar de fingir que esse público não existe.

E o que isso muda pro seu negócio?

Adolescentes já compram sozinhos e lembram das marcas que aparecem no YouTube e nos games, então vale ajustar a comunicação pra esse público sem forçar a barra e sem sair das regras. A Visualiza ajuda a criar conteúdo em vídeo com linguagem certa, a escolher criadores locais e a planejar anúncios contextuais, seja na gestão contínua das redes ou num projeto pontual de campanha.

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