IA do Google já aparece em 88% das buscas de compra (nos EUA)
Redação Visualiza Aí
26 de out. de 2026 · 4 min de leitura
Em 30 segundos
- 01.Estudo da Semrush viu o resumo de IA do Google em 88% das buscas comerciais monitoradas nos EUA.
- 02.Em setembro de 2025 eram 45,75%: quase dobrou em 12 meses.
- 03.Buscas por avaliações e do tipo "melhor X para Y" foram as mais tomadas pela IA.

Sabe aquele resumo feito por IA que aparece no topo do Google antes dos links? Pois é, ele está tomando conta das buscas de quem está prestes a comprar alguma coisa. E rápido.
Um estudo da Semrush, divulgado pela Search Engine Land em 22 de outubro, mostrou que as AI Overviews (as Visões Gerais de IA do Google) apareceram em 88% das buscas comerciais monitoradas em agosto de 2026. Um ano antes, em setembro de 2025, eram 45,75%.
Traduzindo: quase dobrou em 12 meses.
O que exatamente foi analisado
Antes de sair correndo, vale entender o recorte. A Semrush acompanhou 400 palavras-chave em buscas feitas no computador, nos Estados Unidos, entre setembro de 2025 e agosto de 2026.
Foram três setores (bancos, e-commerce e software) e cinco tipos de busca comercial, aquelas em que a pessoa já está comparando opções, lendo avaliações ou pesquisando preço.
Detalhe de transparência: a Search Engine Land pertence à Semrush, e o próprio site avisa isso.
Os números que chamam atenção
Quando o cálculo leva em conta o volume de buscas de cada termo, a presença da IA sobe para 97%. Os 12% de palavras que ficaram sem resumo de IA somavam menos de 3% do volume estimado.
As buscas por avaliações foram as que mais mudaram: passaram de cerca de 30% para quase 90% com resumo de IA em um ano.
Outros destaques de agosto:
- buscas do tipo "melhor X para Y" tiveram resumo de IA em 96,12% dos casos;
- "marca A vs. marca B" subiu 23,18 pontos percentuais e passou de 86%;
- "alternativas à marca X" subiu 34 pontos e passou de 82%.
Os cinco tipos de busca terminaram acima de 80%. Em setembro de 2025, eles variavam entre 30% e 63%.
No e-commerce, o salto foi o maior de todos: de quase 33% para 85%.
Calma, isso não é Goiânia (ainda)
O estudo tem limites, e é bom dizer. É só Estados Unidos, só computador, só três setores. E ele não mediu se as pessoas estão clicando menos ou comprando menos por causa disso.
Mas a direção é clara: o Google está colocando a IA bem no meio do caminho entre a dúvida do cliente e a decisão de compra. É justamente o momento em que o seu negócio mais precisa aparecer.
Se a pessoa pergunta "qual a melhor ração para filhote" ou "qual empresa de gás entrega mais rápido", a resposta pode vir pronta, antes de qualquer link. A pergunta que fica é: o seu negócio está nessa resposta?
O que dá pra fazer agora
Nada de pânico. Dá para se preparar com coisas bem pé no chão.
Responda perguntas reais no seu site. Aquelas dúvidas que o cliente faz no balcão e no WhatsApp podem virar páginas, perguntas frequentes e posts. Conteúdo que ajuda a decidir tem mais chance de ser aproveitado.
Cuide da reputação em todo lugar. Se as buscas por avaliações viraram território da IA, a sua imagem precisa estar sólida no Google, nas redes e no site. Pedir avaliação para o cliente satisfeito deixou de ser detalhe.
Seja fácil de comparar. Buscas de "X vs. Y" e de "alternativas" estão em alta. Deixe claro o que você oferece, para quem, como funciona e por que é diferente. Sem falar mal de ninguém, só sendo específico.
Não largue o resto. Como o estudo não mediu cliques nem vendas, ainda não dá para dizer quanto isso tira do seu tráfego. Anúncios, Perfil da Empresa e site continuam sendo a base.
Resumo da ópera: o Google está aprendendo a responder pelo cliente. Quem estiver bem explicado na internet tem mais chance de entrar nessa resposta.
E o que isso muda pro seu negócio?
Se a IA do Google está respondendo cada vez mais as buscas de compra, seu negócio precisa estar bem explicado na internet: site com respostas claras, Perfil da Empresa completo e avaliações em dia. A Visualiza cuida disso na assessoria contínua de Google e site, ou num projeto pontual de revisão de conteúdo e do Perfil da Empresa. Que tal começar com um diagnóstico gratuito pra ver onde você está?
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