Pix já é 55% dos pagamentos no Brasil (e a taxa do cartão caiu)
Redação Visualiza Aí
28 de out. de 2026 · 3 min de leitura
Em 30 segundos
- 01.O Pix ficou com 55,2% das transações de pagamento no Brasil no 1º semestre de 2026.
- 02.A taxa média que o lojista paga no crédito caiu de 2,24% para 2,11%.
- 03.Aproximação domina nas lojas físicas e o Pix Automático mais que dobrou em um trimestre.

Se você tem loja, clínica, posto ou qualquer negócio que recebe pagamento todo dia, aqui vai um número pra pendurar na parede: o Pix ficou com 55,2% de todas as transações de pagamento do país no primeiro semestre de 2026.
O dado é do Banco Central, nas Estatísticas de Pagamentos de Varejo e de Cartões, e foi destrinchado pelo E-Commerce Brasil nesta terça (27). E tem outra notícia boa escondida no meio: a taxa que o lojista paga no cartão caiu.
Os números que importam
Vamos ao que interessa pro dono de negócio:
- foram quase 44 bilhões de operações via Pix no semestre, alta de 19,4% em relação ao mesmo período do ano anterior;
- um ano antes, o Pix tinha 50,9% das transações;
- no total, o país fez 79,7 bilhões de transações de pagamento, que movimentaram R$ 71,9 trilhões.
Em valor, a TED ainda lidera (32,7%), com o Pix em segundo (28,1%). Mas em quantidade de pagamentos do dia a dia, o Pix já é o rei da padaria, do pet shop e da conveniência.
A taxa do cartão caiu (um pouquinho)
Aqui é o pedaço que mexe direto na margem. A taxa média de desconto do lojista (o famoso MDR, que a maquininha cobra de você) caiu:
- crédito: de 2,24% pra 2,11%;
- débito: de 1,08% pra 1,06%.
Parece pouco? Num faturamento mensal alto, décimos de ponto fazem diferença. Vale revisar o contrato da maquininha e comparar com o que o mercado está praticando.
Um detalhe: a tarifa de intercâmbio no crédito subiu para 1,7%, e o BC atribui isso em parte aos cartões premium, que têm tarifas maiores. Esses cartões chegaram a 80,9 milhões, alta de 34% em um ano.
Como o cliente está pagando
Alguns hábitos que ajudam a organizar o caixa:
- aproximação é o meio mais usado nas lojas físicas: 46% das transações no crédito e 57,7% no débito;
- à vista domina o crédito: 88,1% das compras no crédito foram sem parcelamento, mas as parceladas somam quase metade do valor;
- QR code dinâmico foi a forma mais usada de pagar com Pix no segundo trimestre (43,2%), seguido pela chave Pix (37,2%).
Também cresceu o Pix Automático, pensado pra pagamentos recorrentes: foram 9,5 milhões de transações no segundo trimestre, somando R$ 3,5 bilhões. No primeiro trimestre, tinham sido 4 milhões.
E o que isso tem a ver com marketing?
Tudo. Forma de pagamento é argumento de venda.
Se o seu cliente prefere Pix, ele precisa saber que você aceita antes de sair de casa. Isso vale pro Perfil da Empresa no Google, pro site, pra bio do Instagram e pro WhatsApp.
Alguns exemplos rápidos:
- Deixe claro no Perfil da Empresa quais formas de pagamento você aceita.
- Use o Pix no WhatsApp pra fechar pedido sem fricção: mandou o orçamento, mandou a chave ou o QR code.
- Avalie uma condição especial no Pix. Se receber por Pix sai mais em conta pra você do que pelo cartão, pode fazer sentido oferecer um incentivo. Faça a conta antes.
- Serviço recorrente? Banho e tosa mensal, recarga de gás, locação de equipamento: o Pix Automático pode simplificar a cobrança. Converse com seu banco sobre as condições.
Resumo da ópera
O cliente brasileiro já escolheu: Pix no dia a dia, aproximação na maquininha e crédito à vista na maioria das vezes. Quem facilita o pagamento e comunica isso bem vende com menos atrito. E quem revisa as taxas guarda mais no bolso.
E o que isso muda pro seu negócio?
Se o seu cliente paga com Pix, ele precisa saber que você aceita antes mesmo de chegar: no Perfil da Empresa no Google, no site, no Instagram e no WhatsApp. Também vale revisar as taxas da maquininha e pensar em condições inteligentes no Pix. A Visualiza ajusta seu Perfil da Empresa e sua comunicação nas redes na assessoria contínua, ou num projeto pontual de site e Perfil. Peça um diagnóstico gratuito.
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